domingo, 28 de setembro de 2014

 Passos lentos



      Esse é o sexta atualização do blog. Continuamos à passos lentos, mas sábios. Lentos como um pesar de passos de um paquiderme, passos que podem se tornar mais destruidores do que passos mais rápidos que a mente. 
    Na verdade estamos indo, desde 1986, numa direção que não sabemos aonde isso vai nos levar. Mas garanto que já pisamos muito fundo em quem queríamos pisar e livramos muitos corpos que queríamos livrar. E deixamos muitas pegadas, muitos rastros. quem quiser seguir, que siga. Não fazemos exercitos, fazemos guerras !     


                                               G. Burkhardt









  DUNKELL REITER – UNHOLY GRAVE – MG

Com uma musiquinha com um clima meio fantasmagórico, saída provavelmente de uma caixinha de música, o cd começa disparando de repente aquele nosso velho amigo Thrash. Sem devaneios ou invencionices, a primeira faixa, Unholy Grave, apresenta o que de melhor a banda tem a oferecer: pegada e felling perfeitos para o estilo. Be Thrash Or Die começa à La Slayer (com direto a agudo) seguida damúsica, que para mim, representa a essência da banda. Eternal Nightmare totalmente Kreator do Endless Pain, metalzão alemão, fudida, fudida mesmo, com Jonatha Reiter espancando a bateria e as guitarras de Rivelly Assassin (também um grande vocal) e Rafael Reiter detonado com precisão. Evil Never Dies segue uma linha mais “cadenciada” se comparadas com as outras faixas e com o refrão mais contagiante do cd. Soldiers Of hell vem em seguida violenta como as outras e Evil (Possessed Evil Fate) aumenta essa sensação de brutalidade. Com um dedilhado a 7ª música começa mais trabalhada, onde a audição do baixo muito bem colocado de Roberto Otrebor se faz mais presente e ainda por serinstrumental mostra um lado fuderossissimo e mais melódico da banda com solos de alto nívelterminandotambém num dedilhado,causando ainda mais impacto para a matadora Assassin. Tudo perfeito, da produção muito boa da própria banda e Fucker (*?) à parte gráfica com encarte, muitas fotos e uma fantástica arte de capa da artista tatuadora Carina Alok, sem sombra de dúvida que além das bandas, até os nossos artistas visuais estão cada dia melhores e já alcançando um nível internacional.
Se alguém um dia inventar de modificar o Thrash vai ter muito trabalho para passar por cima do meu velho cadáver!
                                                                                             G. Burkhardt




MADDÖG – POSSESSED BY FUEL- Demo – SP

Se o som é podre, com resquicios de vagabundagem, imoralidade e marginalidade, está a um passo de ser aprovado por mim. Stooges, Alice Cooper, Tom Waits, Alex Harvey, punks geral, sempre usaram dessa artilharia para incomodar e ao mesmo tempo se divertir, porque sinceramente, tem bandas que se levam tão a sério que se tornaram burocratas trabalhando para elas mesmo. A demo propaga 4 faixas doentias, com o vocal de Erick Maddög (também guitarra e bateria) soando um pouco Tom Warriror, com guitarras infernalmente simples que as vezes parecem querer soar fora de tom e desafiadoras, numa época em que todo mundo é músico e a música do Maddög intencionalmente caminha para o lado contrário. Essa é a veia punk/anarquista. Erick vem acompanhado de Execrutör, guitarra e baixo, que também toca em várias bandas e é seu comparsa também no Flagelador. Podreira, sujeira, sem-vergonhice extrema. E eu gosto !
                                                                             
                                                                                              G. Burkhardt




REALIDADE ENCOBERTA – MOMENTOS ANTES DO CAOS – PE

       Depois do instigante EP “        “, esperava ansiosamente pelo priomeiro fullleght do Realidade Encoberta. A banda é uma das mais tradicionais da época de ouro do movimento punk em Recife, eu mesmo acompanhei lá pelos idos de 80, através de coversas com o finado Nado, criador da banda, as primeiras idéias do que seria o RE. Pensava-se atéusar dois baixos sem guitarra para tornar a proposta mais original. Bem, tudo isso é história e histórico é esse lançamento que bota muito som de moleque no bolso. Primeiro, se a proposta é de letras que falam e criticam o nosso cotidiano é lógico que tem que ser em português, a pegada crossover que a banda sempre teve se mantém firme e mais forte ainda, até mesmo porque na formação atual tem membros de bandas Thrash aqui de Recife, (Firetomb, Cruor e ex-membro do Oddium). A pegada da batera do monstro ZK Aranha é sempre empolgante, a entonação e dicção do vocal de Carlos Underground está perfeita, o baixão com paradinhas bem hardcore de Marcelo Magal está com um peso colossal e as guitarras de Paulo André e Túlio Falcão vomitam riffs e mais riffs de uma beleza brutal impressionante. Letras bem escritas sem soarem panfletarias. Ainda de presente a faixa Cabeças da Miséria com os vocais de Henrique Poço, aquele mesmo ex- Anthares, que também é Pernambucano e Jorge Buldog o bicho atrás do vocal do Oddium.
          Destaque? É difícil.Tudo soa coerente, novamente instigante, bem gravado, capa muito simples mas muito bonita feita por Hugo Veikon da site  Arena Metal e baterista do Falling In Disgrace também de Pernambuco. Ou seja: criado, feito, acompanhado, admirado, apoiado e respeitado por pessoas que fazem a cena Pernambucana e isso me traz uma sensação miserável de pernambucanidade.
                                                                                                    
                                                                                            G. Burkhardt




ALBOR – UNKNOWN – DEMO – NATAL – RN

          A quantidade de trabalhos despejados hoje, só no mercado nordestino, tem também seu lado negativo: muitos trabalhos terminam passando desapercebido. Cheguei mesmo a visualizar a belíssima capa do “Unknown” (feita por Wellington e Tiago Prado) e pelo correria do dia a dia só agora pude conferir a maravilha de Doom Metal que os caras fazem. Se você é fão do Candlemass de inicio, caia de cara. É incrível como algumas pessoas tem o dom de reformular o que já foi reformulado diversas vezes e conseguir tornar a coisa empolgante. Empolgante mesmo, porque é de arrepiar, faixa a faixa são despejados aulas de bom gosto e competência, com uma intro e mais 5 viagens, não muito arrastada, mas sem pressa, porque devagar também se vai longe. A sensação é de que aquelas músicas já eramclássicos do Doom em 90, mas aí é que impera a beleza, principalmente em TwilightApocalyptic, essa sim um clássico incontestável e com um refrão fuderosissimo que gruda na sua cérebro como um câncer. O vocal de Wellington é perfeito, limpo à lá Messiah do Candlemass, e com muito alcance e pronuncia segura. Foda mesmo. 
             Um outro detalhe para aumentar o climão são os teclados de Tiago, por vezes lembrando até timbres do grande UriahHeep como no solo da música título, Unknown. Complementam os hinos as guitarras criativas de Gladstone e Rodrigo o baixo de Josivan e a batera de Mude. Gravação perfeita feita em março e abril de 2013 no TritonoStuidio em Natal.
                É Doom com tom épico para trazer tristeza mas com uma vontade de guerras !
                                                                                            
                                                                                    
                                                                                          G. Burkhardt





ANTICHRIST HOLLIGANS – WE WILL PISS IN YOUR GRAVE - SC

         A força saída da abertura com a instrumental Erta Ale já prepara o clima poderoso desse trabalho. Satanic Whore imprime os gritos de Tom Araya para uma avalanche de grandes riffs e aquela batida nos chamando para o banguer. Black Masses In Paradise com todos os ticks do Thrash alemão, principalmente no vocal a lá Schimier, com certeza um dos vocalistas mais “copiados” do Metal.Heavy Metal Attack desacelera um pouco sem perder a crueza para apenas alguns minutos depois Infernal Chaos nos joga em rodas involuntárias. Pesadona e maligna é a Nuclear Beer Drinkers e o metalzão germânico volta a falar mais alto com um clima à Eternal Pain na fuderossíssima Kill Christ In Your Heart. E para quempensa em baixar a guarda, We Are Antichrist Hooligans entra como uma pedrada no seu pé de ouvido e a pancada é tão forte que arrepia o seus pelos que encobrem sua alma de banger. A próxima Metal Punk expõe a proposta estética/musical da banda e mais uma vez, com The Name Of War, o espírito germânico volta a assolar de forma primorosa lembrando os velhos tempos de obras como Infernal Overkill para depois fechar o trabalho com a 12º obra prima Toxic Invasion.Gravado em 2011 e só lançado agora em 2014 com uma produção perfeita, capa em preto e branco, desenhada com muita propriedade pelo próprio vocalista e encarte muito legal, mesmo não tendo as letras. 
              As “criaturas” que resolveram nos oferecer esse tratado de Thrash, se auto intitulam da seguinte forma: Cataströfe Nuklear (atomik thoat and radioative blasphemier), Satanir Metal Impaler (sonik destruktion), Evil Invoker (extreme torment) e Kranium (hellish mayhem). Agora tirando o primeiro, não me perguntem o que cada um toca. Mas é por tanta ironia, raiva, agressividade, diversão, como uma sincera declaração de “amor” ao Thrash é que fizeram uma das mais fudidas obras do estilo lançado no Brasil. Simplesmente esporrante.
                                                                               G. Burkhardt





SKOMBRUS – CRACK MASSACRE – DEMO – SC

                Sincero e esmagadoramente direto, a começar com as letras. Soco Na Cara já diz tudo, nada de meias conversas, historinhas de dragão ou guerras em continentes tão distantes geograficamente quanto da nossa realidade. Aqui o assunto tratado por LuisMadrunner (bateria), Robson SkombruS (guitarra), Rodrigo Silva (vocal e guitarra) e Ronaldo Pereira (baixo) é violência, consumo de crack, porradaria em geral. Assuntos retos e direto como o Thrash Metal instigado praticado pela banda. As outras duas faixas são Crack Massacre e Olho Por Olho. Gravado, mixado e masterizadono estúdio Porroks e produzido pela banda. Arte de Robson Echeli.Pela demo já imaginamos a lição de violência ao vivo.
                                                                                   
                                                     G. Burkhardt





R.I.P. SOLDIER – THE TRUE SOLDIERS NEVER DIE – PE

         O R.I.P. Soldier foi uma banda Pernambucana que gravou esse trabalho no final de 2009 a Janeiro de 2010, mas por motivos diversos acabou e não colocou essa obra no mercado. Esse ano, através de um selo russo, essa injustiça foi sanada. E com essa atitude nós saímos ganhando, porque esse trio pernambucano sacava muito de como levar o Thrash Metal as últimas conseqüência, executando com muita garra todas as leis que tornam o estilo tão apreciado, imutavel e ao mesmo tempo renovador. O cd vem num formato digipack, a gravação muito boa e 10 pedradas do mais puro sentimento de raiva e vigor. Começando com uma introdução lenta e dedilhada para enfrentarmos uma guerra de armamentos velossissímos conduzidos porThiago no baixo e vocal, Nicholla Radamés nas guitarras (atualmente no BeastConjurator) e Davison na bateria. Bombardeio após bombardeio, vamos sendo conduzidos e seduzidos pelos contos de guerra, que pelo nome da banda e títulos das músicas , é o tema central da banda.Agora, todo disco tem detalhes mínimos (palavras, ruídos, efeitos..) que complementam e enriquecem a obra, no caso de The TrueSoldierNever Die é o grito, uma única palavra, no ínicio de The WhoresNever Back, “FUDEU!”, que enche o trabalho de veracidade e maloqueragem brasileiríssima onde nps identificamos de imediato.Esse trabalho está fadado a se tornartornaritem de colecionador, pois foram lançados apenas 100 cópias pelo selo Russo GS Productions. Portanto corram atrás do seu que o meu eu já garanti. FUDEU !!!!!
                                                                             
                                                                                          G. Burkhardt




NECROHUNTER – HUNTER’S CURSE – PB

            Depois de extravios do nosso "competente" serviço de correios, chega finalmente na minha mão “Hunter’s Curse. E como tudo que é bom, o sofrimento pela espera se mostrou compensador, porque apesar de já ter ficado impressionado com a banda num show em Campina Grande em 2013, a qualidade do cd me deixou empolgado e com a certeza do alto nível atingido pelas nossas bandas nordestinas. Gravação perfeitas, músicas compostas com maestria. Death Brasileiro com leves pitadas em alguns riffs de Thrash assim como também em algumas pegadas da bateria como emI Sacrifice e AbhorIs Earth. E a bateria de André Felipe já tinha chamado a minha atenção ao vivo com todo o seu peso e criatividade enriquecendo ainda mais as variações das músicas. O vocal de Mauro Medeiros é Death puro e ainda empunha uma das guitarras acompanhado por Petrus Carvalho. O baixo pesado ficou a cargo de MarcéuBrito.Capa afiadíssima com uma arte foda e de muito bom gosto feita por Adi França, mostrando que a estética oldschool não precisa ser sinal de tosqueira infantil. O encarte também ficou muito bom, porque além de todas as letras tem um desenho também muito foda dos integrantes devidamente sanguinolentos. Não tem nenhuma faixa para destacar aqui nesse cd, porque tudo se nivela por cima. Doze faixas compostas (tudo por Mauro Necrohunter) e tocadas para ficar gravado na sua mente com aquele mixto de violencias e classe sem precisar apelar para extremismos e com uma noção melódica que poucos conseguem unir de forma tão coesa com tanta brutalidade.
                  Cacem esse cd com toda a fúria de suas almas.
                                                                                           
                                                                                                  G. Burkhardt




SUFFOCATION OF SOUL – THE FIRST ATTACK – BA

                O título provavelmente faz uma relação por esse ser o debut do Suffocation Of Soul, apesar deque a demo Demoniac Empire e o EP The Last Way Of Madness não pouparam artilharia e se aquilo não foi um sinal de ataque... Nesse excelente trabalho de 2014, a banda vai desde o Thrashão de Urban Cancer, com um refrão maravilhoso (característica forte da banda), Dead World e The First Attack, para na quarta faixa nos transportar para os anos 80 com um cover empolgante do Taurus colocando momentos a NWOBHM e toda aquela pegada melódica que havia nas bandas da época, carimbando de vez esse lado da banda com a música Heavy Artillery, mais old impossível. A pancadaria volta para nos trazer a esse século com H.T (UnholyInvasion) a mais cacete de todo o cd. A banda mostra muito cuidado e segurança nos instrumentos com Tarcísio e Maurício nas guitarras, André no baixo e Marlon na batera na faixa de mais de 10 minutos totalmente instrumental e fechando o cd as instigantes Prelúdio Nuclear War e The Last Way Of Madness que já apareceram no Ep.
Assisti a banda ao vivo recentemente e fiquei impressionado ao constatar que o SOS é tudo e ainda mais, pelo poder da adrenalina que eles ativam num show ao vivo. Muita competência, criatividade e garra dessa banda de Porções-BA. Esperamos que o inimigo seja forte e não recue tão fácil para que não cessem esses ataques sempre benvindos no nosso underground.
                                                                                               
                                                                                G. Burkhardt





            É muito bom ver que estamos não só crescendo na qualidade musical das nossas bandas, mas também estamos descobrindo grandes ilustradores aqui no Brasil, no mesmo nível de Ed Repka, Andrei Bouzikov , brasileiros como Giovanna Guimarães e a mineira Carina Alok, essa última além de ilustradora também é tatuadora e guitarrista e como de costume as entrevistas aqui nesse espaço não se resumem apenas à bandas, mas também pessoas que fazem movimentar a cena e que com seu talento e profissionalismo contribuem para fortalecer e enriquecer artisticamente o underground brasileiro.


-Qual a sua formação na área de artes visuais?

-Sou formada em Design Gráfico pela Universidade FUMEC.

-Sei que você até flertou  com uma carreira relacionada aos quadrinhos. Como foi isso e porque você não deu continuidade a esse projeto?

-Alguns anos atrás, um agente de talentos responsável por representar grande parte dos desenhistas  brasileiros que trabalham no mercado americano de quadrinhos, avaliou meu portifólio e se interessou pelo meu traço. Então eu fiz alguns testes para tentar ser quadrinista. Mas foram apenas testes. Nada demais. Eu não cheguei a ilustrar profissionalmente para  nenhuma editora de quadrinho. Desisti logo no início.  Na verdade, eu não estava muito interessada em me integrar nesse mercado na época em que me surgiu a oportunidade. Eu estava mais interessada a me dedicar à música, pois minha banda tinha assinado um contrato com uma gravadora no mesmo ano.


-Quais são suas maiores influências como ilustradora?

-Frank Frazetta , John Buscema, Alex Ross, Luis Royo, John Romita, Frank Miller, Will Eisner, Albert Uderzo, Robert Crumb, Harvey Kurtzman, Milo Manara, etc.

 -03 anos



-Ao tatuar, você  se preocupa em criar um estilo próprio e em qual estilo de tatuagem você acha que se sai melhor?

-Sim, eu procuro criar um estilo próprio para tatuar. Acredito que atualmente eu esteja me saindo melhor no black & gray. Mas eu também gosto muito do estilo neo traditional e estou estudando e praticando bastante para evoluir mais nele.



-Conheci o seu trabalho como ilustradora pela capa “Unholy Grave” da banda mineira Dunkell Reiter, sei que não foi a primeira vez que você fez trabalhos para bandas, quais outras bandas você já produziu artes?

-Eu desenhei uma capa para a extinta banda de black metal Perpetual Dusk. Fiz duas capas´para o Eternal Torture, uma banda de death metal que também não existe mais. Para o Dunkell Reiter, além do "Unholy Grave", eu fiz também a capa do "Death and Pain". Desenhei a capa do "Sangue ou Glória" para o Exorddium. E fiz também duas capas para o Tianastácia, a única banda para qual eu ilustrei, que não é de metal.


-Que técnicas você utilizou na ilustração para a Dunkell Reiter?

Eu fiz um esboço a mão livre e dpois finalizei no photoshop, colocando cores, sombra e luz.

-Você também é guitarristas e toca ou tocava na AgaureZ.  Como está a banda no momento e quais seus projetos na área musical?

O Agaurez retornou em 2013, após sua separação em 2008. Atualmente estamos trabalhando em novas músicas e em breve lançaremos um EP.

-E sobre o estúdio de tatoo, o Original Dragão? Onde fica, como funciona, quantos trabalham nele? Fale-nos um pouco sobre o espaço.


O Original Dragão Tattoo Studio fica em Belo Horizonte, numa loja de dois andares, na região da Savassi. Somos 3 tatuadores.


 -Além do Facebook, existem outros espaços na mídia onde você divulga os seus trabalhos? Se existe, informe os endereços ou links.

-Sim, meus trabalhos podem ser encontrados nesses links:
http://www.originaldragao.com.br/
http://originaldragao.blogspot.com.br/
http://alokartz.blogspot.com.br/
Estúdio de Tatuagem de BH
www.originaldragao.com.br

-Se quiser deixar alguma mensagem, contatos, esporros...  fique a vontade !


-Quero deixar os links para quem quiser conferir o som do AgaureZ e acompanhar as novidades da banda!
https://www.facebook.com/agaurez
https://soundcloud.com/user7057073

E quero te agradecer pela oportunidade de participar da sua zine! Valeu demais!! lml







  Nessa seção é apresentado e discutido elementos estéticos musicais ou de conteúdo que se aproxima da filosofia de liberdade e anarquia que esse espaço as vezes contém. Portanto os vídeos aqui inseridos não seguem propriamente uma lógica cronológica de lançamento, nem obrigatoriamente estará preso somente a questões musicais. e mesmo que nos seus originais as imagens foram confeccionadas com cor, aqui recorreremos ao preto e branco que são as cores do mundo do Acclamatur.  


        A MIASTHENIA, não poderia nos trazer imagens de outra forma:quase em preto e branco, registradas nos submundos naturais do nosso planeta, as cavernas do Parque Estadual Terra Ronca, Goiás, equivalente físico das infra regiões relatadas na parte lírica da banda.    
   Com a vocalista/tecladista Hécate substituindo com vocalizações perversas, a sensualidade adotada pela maioria dos vocais femininos, aumentada por uma performance realmente macabra. A música faz parte do cd “Legados do Inframundo”, lançado esse ano. O vídeo foi produzido por Caio Duarte (BroadBand Studio) em abril e dezembro de 2013. Completam a formação dessa banda de Brasília, Thormianak (guitarras/baixo) e V. Digger (bateria). Na coluna Scripturas está a letra de Entronizados na Morte para acompanharem com o audio do vídeo. Assistam, leiam e mantenham a Coluna ereta !










                         
     
     Num tempo negro de Sepulturas, Sarcófagos e Holocaustos, uma ameaçadora figura de um Chakal, para uns um divulgador de terror, para outros uma figura mítica da justiça nos tempos das grandes pirâmides, estava se materializando na forma de cinco elementos: Willian Wiz, Destroyer, Mark e Sgôto encabeçavam uma das melhores consagrações da música brutal expelida com a maldade de uma criatura por vezes vista como perversa.
             O fato é que 1985 mostrou que nem sempre um Belo Horizonte é sinal de brandas nuvens. Em meio à tempestade causada pelo surgimento de monstros criadores de músicas que iriam mudar para sempre o cenário mundial, uma outra consagração à criatividade surgiu e em pouco mais de um ano já com uma figura esquelética encabeçando a voz do Chakal, apareceram na coletânea de hinos mineiros chamada Warfare Noise
        Vladimir Korg levou o instinto animal do Chakal para outro patamar por sua interpretação magistral, como os antigos ícones do Progressivo anos 70. E de forma abominável mostraram para o mundo que Minas seria capaz de gerar muito mais aberrações que já havia surgido.
         
         Em 1987 surge "Abominable Anno Domini", uma obra tocada por Mark e Necromancer nas guitarras, Destroyer no baixo, William Wiz na bateria e Vladimir Korg nos vocais.  E em meio a muitas aparições cada vez mais a banda precisava, como no ano seguinte, mostrar que não ficava satisfeita em estar “Vivendo com porcos”. Lança uma pequena e questionadora obra de apenas duas faixas, mas que mostrava o quanto esse Chakal , assim como o terrorista, podia nos assustar com sua facilidade em se adaptar sem perder a sua maldade.
         
           Mas mesmo com o terreno conquistado pelo Chakal, em 1989 uma Névoa quase mística aproximou-se demasiado de Korg, levando-o para um outro sombrio projeto musical. Mais uma vez o cão se esgueirou e atacou na hora certa sem perder o reflexo, mostrando que o “Homem é o seu próprio chacal”, que se não se mantém reto nos seus próprio ideais, pode se auto devorar. Porém a extinção do Chakal estava muito longe do real e o poder de recuperação da criatura encarnou em Marcelo L. nas quatro cordas e vocal. Reassumem em 1990 o poderio do terror estendido pelo sucesso e reconhecimentos alcançados, até na Europa.
       
        Como um animal, que ferido e acuado se torna mais perigoso, em apenas um ano matando toda a expectativa de fim da banda, e com a arregimentação de mais seguidores,eles provam que nem sempre“A morte é um negócio solitário” e continuam matadores nas suas composições.
       Porém a alcateia prepara uma surpresa, uma entoca de 11 longos anos nos fez esquecer um pouco aquele clima de medo, mas retornaram não apenas com um título ameaçador falando de “Terra Morta”, mas também com a formação considerada clássica do 1º disco e uma música que também inseria momentos de puras imagens cinematográficas, uma trilha sonora inspirada no terror de George Romero.

        Já em 2004 passando do terror psicológico para o propriamente físico, nos açoitaram com a brutalidade e perversidade que só um “Demônio Rei” poderia inspirar em seu poderio Thrash, nos moldes que só um Chakal poderia apresentar. A alcatéia continuaria esquiva e depois de furtivas aparições, voltaram em 2013 decididos a destruir o que ainda não conseguiram no auge desses 27 anos de puro terrorismo. Exigindo justiça e o reconhecimento de que nunca devemos dar as costas para um animal tão furtivo, porque no momento que parece haver segurança e paz, como numa Minas na década de 80, o terror pode se esgueirar e cravar seus dentes com um único intuito de “Destruir, destrui e destruir”. E assim estaremos fadados a conviver com o terror que espreita por trás de um arbusto, uma duna, um assassino querendo desenterrar nossos ossos, que assim como a entidade egípcia, pode estar apenas em busca de justiça.

                                                                      G. Burkhardt




ACCLAMATUR é : Guga Burkhardt & Nina Burkhardt
Diagramação e Ilustração das capas, colunas Videre, União e Contos Mórbidos: Guga Burkhardt
Agradecemos à todas as pessoas que estão conosco todos esses anos, não é preciso citar nomes, elas presentem quem são.
Bandas nos procurem!!!!!!

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                                            acclamatur@gmail.com

segunda-feira, 30 de junho de 2014

                                          O MUNDO

          O feio, o mal, o podre. A estética que estávamos criando na década de 80, quando o Heavy Metal reascendeu com força, era a da contravenção do anti-sistema e o que valia era assustar.            
         Mas, ao mesmo tempo queríamos ser compreendidos, não ser ridicularizados diante de meios de comunicação como a rede globo, queríamos no fundo ser aceitos pela sociedade mantendo nossa identidade. Os anos se passaram e o mercado nos absorveu. 
       O culto à morte que tanto pregávamos e usávamos nas camisas, nos anéis, hoje virou artigo de butique. Caveiras viraram moda. 
    Em grandes magazines como a Renner, Riachuelo, encontramos camisas do Kiss, Guns e pasmem: Black Sabbath.           O que aconteceu com nosso mundo do mal? Continua o mesmo, só que o mundo sempre foi mais do mal do que do bem. Apenas antecipamos essa sensação com nossa trilha sonora mais apropriada. 
      Agora é correr para nossos porões, para  nossos subterrâneos para arquitetar uma volta. De alguma forma mais feia, mais deformada. Não há mal nenhum nisso. O mundo é um demônio crucificado numa cruz invertida.

                                                                   G. Burkhardt




HANTED – METAL 13 – PAULO AFONSO – BA

      O Hanted está naquele patamar de bandas que passam por várias vertentes do som pesado, mais ainda assim soa muito mais Thrash. Muito peso, numa produção muito boa de Laíldson A. de Oliveira e co-produzido pela banda e totalmente gravado em Paulo Afonso. O que deixa o som mais original é o uso do teclado por CleytonCloves. Um teclado sem devaneios e inserido mais como um instrumento “climático” no meio de um peso absurdo, sem fazer soar como gótica ou sinfônica, muito pelo contrario, a agressividade e a raiva imperam. Poderia dizer que o som que a Hanted faz é moderno, antenado com o novo, porém sem afrescalhar ou ensaiar  pulinhos. Na verdade é até simples e direto, mas com notas agregadas com a sabedoria de quem sabe criar impacto numa composição.Raça é o que mais tem no som. O vocal irado de Jurandi Roque aumenta a violência do som. Grandes guitarras de Carlos Alberto “Dinda” e Deiveson Carlos com o baixo de Kilber Ryan aumentando a pressão. Bateria matadora de Calmon Herbert capitada com uma sonoridade excelente.São dez faixas contando com uma insana introdução. Cada uma com seu vigor e um agradável gosto pela brutalidade refinada.

                                                                            G. Burkhardt



INCINERADOR – ENTERRADO VIVO – RO

      Não é um lançamento novo,foi gravada em 2011 e infelizmente nunca lançada oficialmente e sim como promo.Tem nada mais nada menos que 10 sons de um fudido e instigante Death Metal. O Incinerador , que existe desde 2004,começando como quinteto, depois virando um quarteto gravando uma demo “Exterminando os Ciclos da Hipocrisia” em 2007 (distribuída pela Anaits Records), a banda se estabilizou como trio formado por Marconi Oliveira  (baixo), Domingos Prestes (Vocal e Guitarra) e Iagê Donato (bateria) integrantes originais.
     Começando com um Intro (fogo, Morte e Destruição) tendo uma levada marcial antecipando a fantástica Guerra Suja, um Death com várias mudanças de andamento, característica de todo o trabalho, mostrando que o Incinerador não está preocupado apenas em ser brutal, mas em ser levado a sério na sua musicalidade. De Vítimas do Terror à quarta faixa, Enterrado Vivo, que dá título ao cd, percebe-se logo que  a criatividade é a tônica que permeia todo o trabalho e também é destaque a levada que deve criar muita fúria nos shows ! Pilhas de Corpos, Designado Para Matar, Decapitado, a “singela’ instrumental acústica, Outro, apenas ao violão e som de chuva e trovoadas, avançando para Invisíveis Forças do Mal que deveria ser a última do cd, mas ainda tem a faixa bônus Vomitando Vermes Vivos, que tem uma queda na qualidade da gravação, apesar de ter sido gravada no mesmo estúdio (em datas diferentes) , no LineRec Estúdio.  
          O cd vem na forma de envelope e com um encarte em xerox das letras que seguem uma linha bem Death Metal explorando o lado negro da vida sem cair nas redes perigosas do ocultismo desaculturado.

Muito foda !

                                                              G. Burkhardt




NERVOSA – VICTIM OF YOURSELF – SP

      É impossível falar apenas de música quando certas bandas iniciam sua carreira em meio a polêmicas. A Nervosa começou quase numa avalanche de crítica depois de um vídeo vinculado no youtube, onde a banda detonava (no mal sentido) Black Magic do Slayer. É claro que a supervalorização do caso foi mais pelo fato de ser uma banda de Thrash Metal formada por mulheres, aumentada pela explosão da Nervosa na mídia e o furor peniano que fez com que elas fossem ejaculadas para o hall da fama como poucas bandas no Brasil conseguem. Isso feriu um pouco o orgulho dos cabras machos grandes guerreiro Manowarianos com suas espadas ameaçadas e amolecidas por um bando de guerreirinhas não merecedoras de seguir a linhagem musical do mestre Slayer.
             Possivelmente, (se nós homens nos conhecemos),elas ainda serão muito perseguidas, mesmo depois de nos dar uma resposta à altura com esse primeiro trabalho, na forma que só as mulheres quando estão muito putas conseguem: raiva, atitude e muita competência.
                    O cuidado com o trabalho foi geral. Arte de capa belíssima feita pelo grande artista Andrei Bouzikov, peso e timbragem dos instrumentos perfeitos. Ou seja: produção impecável. Mas se tudo isso estivesse acompanhando de composições insossas e nada inspiradoras de nada adiantaria. O Thrash praticado nesse discaço é de uma criatividade e variedade tremenda. Não cairam na armadilha de soar muito oldschool (coisa difícil na fórmula tão amarrada que é a do Thrash Metal). Soou empolgante e moderno, mais ainda assim insanamente Thrash como o Thrash tem que ser.
            A violência também tem a culpabilidade do affair de Fernanda Lira, Amilcar Christófago (Torture Squad) que gravou toda a bateria, cargo agora assumido por Pitch Ferraz, que já tem suas fotos inseridas no encarte do cd. Os vocais de Fernanda são plenamente influenciados por Schimier do Destruction. As guitarras de Prika Amaral são fortes e precisas com alguns solos de muito bom gosto, eliminando a dúvida apoiada no fatídico vídeo citado no inicio dessa resenha, onde a guitarra foi um dos culpados pelo fiasco do cover. Mas está totalmente redimida as seis cordas da guerreira, até porque ao assisti-las em 2012, ao vivo, já havia recuperado  a confiança no poder de fogo nervoso da Nervosa.
      Vai ser engraçado ainda ver caras que amam trabalhos de bandas como Bywar ou Executer, largando a lenha nesse trabalho que está estilisticamente no mesmo nível das últimas obras dessas duas grandes bandas do Thrash nacional (poderia citar dezenas aqui).
        Infelizmente, ainda no nosso meio tão reacionário, elas poderão ainda ter o que provar (não para mim) que estão aqui, não pra acompanhar seus hominhos, mas para acompanhar e contribuir para o respeito ao Metal que se faz no Brasil.
     Depois de longos anos de Metal for man, como é bom ver lindas, furiosas e competentes mulheres se matando com fúria e sede de palco, ou vocês não estão cansados de ficarem se acotovelando pra ver guitarristas suados?
                                                                            G.Burkhardt 



MORTE LENTA –MARCHAS DO PODER – RO


      Qual vertente de Metal nomeia a banda a partir de uma música, uma porradaria que fala de uma noitada de muita bebida que culmina num sanduíche gorduroso  que provoca uma Morte Lenta e ainda assim a sensação de violência e revolução ainda pode ser levada a sério? Resposta óbvia: THRASH METAL ! E que thrash metal empolgante faz essa banda de Rondônia. Mostrando que o ódio e a violência que emana das nossas brutais bandas, não tem limites geográficos de norte a sul,  sudeste , nordeste, centro-oeste.         Em todos os lugares estão pegando fogo as guitarras, baixos , baterias e gargantas. A gravação está perfeita, som totalmente profissional, destacando o peso necessário para o estilo. O vocal de Hiena é aquele esganiçado-desesperado do estilo, bateria de Gilson precisa, baixão de Nerd e guitarras perfeitas de Tiago e Kenny. E as guitars realmente se destacam com solos belíssimos em meio a porradaria. Talvez pela influência do início de carreira em 2010, quando a banda tocava covers de Iron Maiden e Judas Priest, grandes escolas de guitarristas. 
          A demo contém 03 músicas felizmente cantadas em português, Marchas do Poder, Mente Insana e a maníaca  Morte Lenta. Foda! Apenas isso.

                                                                  G. Burkhardt





SORTILEGIO –O EXILADO – PORTO VELHO-RO

      Rondônia aparece aqui mais uma vez, agora com um perfeito Black Metal. Apesar do cd ter sido lançado em 2009, só parou agora na minha mão graças ao baixista Marco Oliveira do Incinarator. E como já havia explicado no blog, não existe mais material velho ou desatualizado, pois a produção brasileira se tornou enorme e muitas bandas não conseguem divulgar os trabalhos em tempo hábil. Então porque enterrar uma obra dessas? Primeiro ponto positivo: As letras são bem escritas e fica fácil de cantar com a dicção perfeita de Camarão Rotten. Segundo ponto positivo: Som muito criativo com composições com muita propriedade. São sete blasfêmias bem gravadas e muito bem executadas. Espiritos Opressores, Cruz em Chamas, Rainha dos Condenados, O Exilado, Meros Mortais, Escuridão sem Fim e Dominador. Complementam a formação Andrison Eternal no baixo, Sérgio Watanabe na guitarra, Alberto Warrior na batera e Ester nos teclados.

                                                                       G. Burkhardt




PLAGUE INSIDE – THE PLAGUE ONE – PE 

      No meio de tantos lançamentos, onde tudo que se podia extrair de um estilo como o Death Metal já foi intensamente explorado, o que as bandas de hoje em dia podem fazer para não se arriscar a lançar um trabalho morno e sem atrativos? Acho que é nos detalhes que está o segredo para quebrar o gelo. Em meio a boas composições a banda de hellcife introduz desde gravações de discursos Hitleriano, vozes em oratória e introduções bem sacadas como no começo de The Eyes Will SeeRed, com um tecladinho vintage acompanhado do baixo “desandando” num riff esplendidamente negro e atacados por berros. Vemos também diferença nos efeitos de guitarras meio viajantes em Evilized, e ainda no pesadíssimo baixo com efeito no final de Deathfeeds The Soul que de tão estranhos como arranjos para o estilo, dão um molho a mais nessa obra. 
          Nada descamba pra velocidade extrema. Esse é o Death Metal que particurlamente eu gosto, onde a intensidade dos climas se sobresai à rapidez para simular brutalidade. Esse trabalho comentado ainda é uma promo, o ofícial está para sair, então  só nos resta esperar. A banda responde como trio: J.M.Insane (vocal e Guitarras), Danilo Pavel (bateria) e Natan Nigro(baixo). Espero que essa não seja a única praga lançada por essa entidade.

                                                                                 G. Burkhardt



SYMPHONY DRACONIS – SUPREME ART OF RENUNTIATION – RS

      O que gosto no Black Metal é que muitas bandas mantém aquela pegada, aqueles momentos de total Heavy Metal. Ou seja: em meio a tanta maldade, o Black Metal é muito tradicional nas suas posições e filosofias. E isso é bom, porque mantém a estirpe, mantém a hereditariedade que muitas vertentes perdem e até renegam.
      Esse trabalho está entre os cinco melhores de 2013, e não é à toa que tem recebido críticas entusiasmadas. É daqueles discos que se houve todo dia, que arrepia com a perfeita mistura de densidade, criatividade, climas sombrios e melodias de metal tradicional que só acrescenta mais beleza à obra. Transcedending The Ways Of Slaves abre o cd com um riff totalmente tradicional, um baixo marcante e uma melodia fantasticamente maldosa com a ajuda do grande vocal de Nechard. Eris Aeon mantém a mesma áurea sempre alternando cadencia com bumbos rapidíssimos de Helles Vogel.  A terceira, Demoniac By Divine Power entra com uma pancada no peito onde a sonoridade fudidissíma do baixo de Follmer nos prepara para sermos arremeçados a outra áurea de metal tradicionalíssimo com um dedilhado altamente viajante no meio da música.  A próxima é a música título, porque não dizer perfeito, com as guitarras de Thiernox e Aym finalizando a música de forma arrepiante. A quinta maldade é talvez a mais porrada de todas Ain Sophir Aur que não deixa pedra sobre pedra, com a repetição do título em coro aumentando a carga dramática da canção.
The Visions and Mystheries of The Great Ones também nos caceteia e depois nos transfere para décadas passadas com seus riffs cavalgados. Itzpapalotl vem carregado de sombras e opressão, como se realmente a bruxa/deusa asteca estivesse descendo suas asas sobre nossas cabeças. Crushing The Concepts tem cavalgadas quase Iron Maiden, confirmando a natureza de absorção da Symphony Draconis de várias vertentes afunilando numa combinação incrivelmente harmônica de música do obscuro. Por isso no final com Seeds of Evil ,eles terminam de forma visceral e surpreendente (principalmente quando entra os violões), para que não restem dúvidas onde querem chegar: ao lado negro do nosso coração e iluminá-lo com a luz trazida do Dragão em Sinfonia.

                                                                 G. Burkhardt




HATE EMBRACE- SERTÃO SAGA-PE


    Sertão Saga é um trabalho conceitual sobre a saga de lampião. Sendo do nordeste-PE, a banda tem total credibilidade para conduzir essa temática. Embora ao saber do projeto, alguns chegaram a cogitar que a banda iria apenas repetir o que o consagrado trio Cangaço, já fez, a proposta do Hate Embrace é outra e de muita personalidade. Carregado de uma roupagem extremamente Death, a brutalidade impera e os resquícios e influências nordestinas entram como coadjuvante e nunca como atores principais. Existem 03 partes (Atos) narradas pela pesquisadora Wanessa Campos, que carrega no nosso sotaque e a participação de Silvério Pessoa na faixa Utopia trás uma maior dose de nordestinidade, mas nem de perto flertando com world music ou algo parecido. Inclusive Utopia arrepia e até ganha roupagens melódicas fantásticas, dividindo o vocal com Adriano Forte, vocal da banda Recifense Lethal Rising. Todo a parte lírica no disco se encaixa muito bem com George Queiroz estreando como vocalista na banda. A prova que a brutalidade encaixa em qualquer idioma é como a historia ganha mais credibilidade cantada em português. Os teclados estão mais discretos, provavelmente para não prejudicar a rispidez que o tema merece. A carga dramática que a banda conseguiu carregar em todo o cd ficou foda. Uma verdadeira opera da obscuridade que começa com pesadas palavras narradas, descamba para um hino chamado Vidas Passadas, um deathão em Intolerância, a bélica Revolta, e por todo o tempo quase claustrofóbico o peso impera, culminando com uma peça bônus chamada “Sertão Dual”, composição e interpretação feita exclusivamente para esse disco, do grande violinista, também pernambucano, Sérgio Ferraz. De uma melancolia e tristeza que contrasta tanto e ao mesmo tempo encerra o disco com a tragicidade que a historia necessita. A produção ficou perfeita e vale destacar a parte gráfica com desenhos a cargo do grande batera Ricardo Necrogod e a tecladista Tamyris Daksha com exceção do desenho dos membros da banda, que ainda conta com Alexandre Cunha no baixo e João Paulo nas guitarras. Depois de passear pelos desertos egípcios do primeiro trabalho “Domination.Occult.Art”, o Hate Embrace continuou sua saga criativa na aridez de desertos nordestinos e espero que essa obsessão por paisagens quentes os aproxime cada vez mais do inferno porque é com certeza do inferno que saem os melhores Death Metals.

                                                                             G. Burkhardt









PRÖJJETO MACABRÖ – RUPTURA – PE

         Segunda vez que o Punk do Pröjjeto Macabrö aparece aqui no blog do Acclamatur. E mais uma vez repito: não esperem limpeza, complexidade ou masturbação musical.
        É hardcore na mais pura essência.  A banda continua formada pelos irados Adriano Onairda e Vando Sujeira. O cd tem menos de 30 minutos com aquele hardcore duro, gravado totalmente ao vivo para ser “autêntico, mais cru e direto” segundo a própria banda. E acho que conseguiram. São 18 mísseis que por um erro de prensagem começa com a terceira faixa “Gritos dos Desesperados” e após a que seria a 18º, Pilantras e Covardes, vem a, Mortos Vivos e Show de Horrores. Nomeadas na contra- capa como 2ª e 3ª. Ufa, entenderam? Não precisa, aumentem o volume e compreenda a proposta da “anti-arte”, da opção de não estar na mídia, nem no mercado e fazer o que bem entender. Os tempos são outros e agora estamos em dias de liberdade, porque as gravadoras afundaram e a independência que tanto lutamos vai provar a veracidade de cada um.
                                                            
                                                                   G. Burkhardt






Em 1986 um som me chamou muito a atenção. Era uma porrada sonora que seguia uma linha mais hardcore, mas ao mesmo tempo tinha um quê da obscuridade de bandas de Metal mais toscas e por isso mais brutais.

A banda era o Armagedon de São Paulo. Logo adiquiri o vinil e passei a devora-lo diariamente. Na época jamais sonhei que quase 30 anos depois eu estaria em constante contato com a banda, principalmente com o fundador e guitarrista Javier Armagedon, através das redes sociais. E agora com muita satisfação e orgulho de entrevista-lo e dar oportunidade de bangers conhecerem uma das primeiras bandas que chutaram o pau da barraca e não se importaram se eram punks, bangers, o cacete mais. Apenas tocaram e tocaram muito alto.



-Primeiro, fale um pouco do início da banda, que expectativa vocês tinham e como vocês contornaram aquele pensamento de separação que existia na época entre punks e Metal?


JA- A banda começou sem muitas expectativas, o que mais queríamos na época era fazer um som e mandar a nossa mensagem. Ninguém sabia tocar nada, era tudo tosco, mas a gente foi em frente assim mesmo. Assim era difícil ter muitas expectativas, a banda sempre foi um lance muito mais pessoal do que visando algo. Lógico que com as músicas prontas batalhamos muito para divulgá-las pagamos um estúdio (Eldorado) e gravamos umas 14 músicas. Desta gravação, conseguimos participar do Ataque Sonoro. Com a participação na coletânea, começamos a ter mais repercussão no meio punk e ai começamos a pensar em gravar discos e etc... daí saiu a idéia do Silêncio Fúnebre. Em relação à separação punk e metal (aquela coisa idiota de ganguismo imbecil), nunca apoiamos essa merda, tínhamos vários amigos bangers e nunca participei de gangues. Muita gente não gostava muito que o Armagedom estava fazendo, mas e daí? Se quem quer fazer algo próprio for se importar com isso, a banda não vai durar dois dias.


-Contando com a fase que se chamavam “Última Chance”, são mais de 30 anos de banda. Chegaram a parar por algum tempo?


JA- O Armagedom faz 30 anos agora em 1984, o Última Chance começou no final de 82 e com o tempo e mudanças na formação decidimos mudar o nome para algo mais relacionado com as mensagens da banda. Paramos em 93 por uma série de problemas pessoais e retornamos em 99, quando o Claudinei entrou como baixista.

Página do Acclamatur com resenha sobre o
"Silêncio Fúnebre

- Vocês chegaram a ver na época, a matéria sobre o Armagedom publicada no Acclamatur em 1986, justamente numa fase em que bangers e punks só falavam em tretas?

JA- Eu nunca vi essa matéria, gostaria muito de ver principalmente porque muito do que foi publicado em relação à banda não chegou até nós...
*Na verdade o Armagedom apareceu duas vezes no Acclamatur, na coluna Scripturas no nº 02 e no nº 03.



- Hoje graças ao mundo virtual, estou podendo acompanhar mais de perto a banda e percebo que vocês estão tocando bastante. Houve um tipo de revival e formação de um novo publico com interesse no som do Armagedom?




JA- Acho que sim, em 97 quando o pessoal do Força Macabra entrou em contato comigo percebemos que a banda tinha deixado uma mensagem, uma referencia para muita gente, isso acabou nos animando a voltar com a banda. Eu fiquei muito feliz de poder por a banda para funcionar de novo e continuamos com o nosso caminho. Lógico que retornamos com a banda para produzir coisas novas. Por isso o Armagedom continua lançando discos e tocando material novo, tocamos sons antigos também, mas ainda estamos vivos!!!



-Você já tem várias experiência de tocar no exterior, principalmente na Europa. Onde você sente que o Armagedom é mais forte e se o público lá é misto ou formado só por punks ou admiradores do movimento?

JA- Eu não sei ao certo onde o Armagedom é mais conhecido no exterior, sei que fizemos shows muito bons na Finlândia, na Republica Tcheca, na Holanda, Alemanha, Espanha e França. Embora tenham muitos punks o público é misto.



- E vocês até tocaram com bandas que com certeza influenciaram muito o seu som, como Anti-Cimex. Como foi essa experiência e como essas bandas estão atuando na Europa hoje?

JA- Infelizmente nunca tocamos com o Anti Cimex, mas tocamos com o Riistetyt, o Terveet Kadet, o Apendix, o Kohu 63, Kuolema, Força Macabra, Makiladoras, BomebAlarm e etc... A experiência de tocar com essas bandas sempre é muito legal, geralmente as pessoas são legais e as bandas se respeitam muito.


-Assim como o Metal, o punk se dividiu em diversas vertentes (D-Beat, Raw...), para o público geral, fale em cada uma delas (suas características, etc.) e em qual você acha que o Armagedom melhor se encaixa?

JA- Hmmm... difícil, o Armagedom usou um termo no Silêncio Funebre em 86, era o deathcore, usamos isso como brincadeira porque o Onslaught tinha usado o Death Metal no disco deles e como fazíamos hardcore achamos que era legal. Mas o termo deathcore de hoje em dia é para uma bandas tão lixo comercial que não tem nada a ver com nada que paramos de utilizá-lo. Nós temos muito de hardcore, de metal, de d-beat, de stencthcore e etc... não sei definir com certeza... Armagedom é isso aí!! eheheh


-Sei que estão para lançar um split com o Nuclear Fröst. Quando sairá e qual o formato da mídia?

JA- Os detalhes do lançamento estão sendo fechados, acredito que saira até o final do ano. O formato será vinil, um EP de 7"


-Para finalizar, faça o seu comentário livremente e diga onde encontramos o material do Armagedom?

JA- O Armagedom está completando 30 anos agora em 94, estamos realizando uma série de eventos especiais para comemorar estes anos todos. Em julho estaremos tocando o Puntala como parte das comemorações e até o final do ano estaremos fazendo um show muito especial, para quem gosta fique atento que irá valer a pena!!
email: armagedom@hotmail.com web: www.armagedom.org fb: armagedom the deathcore


Agradecemos mais uma vez e mais uma vez registramos que essa é a terceira vez que o Armagedom aparece no Acclamatur. Valeu pessoal!!!






Pesado – A consolidação do Metal em Pernambuco de Wilfred Gadelha


               É bom e engraçado comentar um livro onde você é citado em diversas páginas como um personagem da história e o Acclamatur além de dezenas de citações ainda tem dedicado quase três páginas falando sobre sua criação e sua influência.
              Pesado, esse é o livro. Com ajuda da pesquisadora/ Socióloga, Daniela Ferreira, o grande lance desse livro, foi te-lo dividido em 03 partes: Espaço, Som e Imagem. São 03 coisas fundamentais em se tratando de falar de Heavy Metal, pois poucos estilos de música se tornaram tão complexos na sua compreensão.
              Ao tratar do espaço físico como colégios onde as pessoas se conheceram  e formaram bandas, os sebos e lojas que foram aparecendo e desaparecendo, os bares onde se conseguia “rolar som”, vai se percebendo que a reunião, aglomeração para ouvir e difundir a música pesada sempre foi um dos requisitos para formar padrões e fortalecer o mercado underground. Nos capítulos que trata do som, vemos as diversas e até complexas bifurcações que fez com que o Metal criasse tantos subgêneros e como as diversas tribos surgiram. Em se tratando de imagem o livro fala sobre os fanzines, os designes de capas, camisas, etc, as mídias virtuais, os fotógrafos, ou  seja: a formação da estética visual, o registro histórico e novamente a compreensão da estética do estilo.E um outro ponto positivo no livro são as quse 100 páginas de imgens.Fotografias de shows, festivais, bandas em  todas as épocas,imagens de cartazes de eventos ocorridos no estado, imagens dos principais fanzines ( o Acclamatur comparece em duas páginas inteiras), capas de discos feitos por designes locais. Um arquivo de imagens que poucas obras conseguiram reunir.

O Acclamatur em uma das páginas do livro
              O processo de composição do texto foi através de centenas de entrevistas com pessoas que viveram e vivem a cena da música pesada em Pernambuco. É como um grande contar de historia. Divertido em alguns momentos, com uma linguagem por vezes direta e até popular, ( provavelmente para não perder a veracidade e expontâniedade de algumas lembranças que as declarações trazem a tona). Faltaram algumas bandas ou pessoas? Claro. Como todo trabalho dessa magnitude é impossível contemplar 100% mais de 30 anos de história. Faltou por exemplo se aprofundar no Gothic Metal e bandas que fizeram um razoável sucesso nos palcos Recifenses. Mas, com certeza não existe trabalho similar e tão completo como esse no Brasil. Retratando a cena, dando nomes ao gado e mostrando que um estilo que se diz underground é feito por pessoas, por guerreiros que na maioria dos livros de história passam anônimos e nesse livro praticamente todos que ajudaram a fazer essa história foram citados. Uma grande contribuição para a história da música no Brasil e quem sabe numa futura tradução, para o mundo.

                                                                   G. Burkhardt





1ª UNIÃO METAL DE PERNAMBUCO – DVD
DESTINY OLD DIE- FALLING IN DISGRACE- REALIDADE ENCOBERTA-  MALKUTH- PSYCH ACID

         Costumo sempre colocar aqui a importância de registros para que se conte a história não só em forma de texto e sim também em forma de imagens. A atitude e empenho desse grupo de pessoas que organizou esse evento chamado de 1º União Metal de Pernambuco, é mais do que louvável. É inteligente. A produção na verdade foi das próprias bandas que promoveram e tocaram nesse festival: Realidade Encoberta, Malkuth e Falling In Disgrace.As outras duas convidadas foram a Psych Acid de Caruaru e a Destiny Old Die de Jaboatão dos Guararapes (estreando nesse dia).
     Atitude inteligente também foi variar ao máximo os estilos das bandas a se apresentarem atingindo assim um público mais heterogêneo não promovendo nichos que só dilui o público que já está tão escasso nos shows.
      A Destiny Old Die, que já foi resenhada aqui no blog, faz um tradicionalíssimo Doom Metal, Falling In Disgrace um Death/Thrash também com muita ignorância, a veterana Realidade Encoberta (também resenhada aqui), ataca com um crossover fuderoso, Malkuth, também veterano, enegrece mais ainda o evento com seu grande Black Metal e outro veião é o Psych Acid com o mais puro Thrash Metal.
      Cada banda aparece com três músicas, o que deixou o dvd mais agradável e menos cansativo de ser assistido. No fim, a receita rendeu uma noite de 26 de outubro de 2013 de pura brutalidade.
    Quanto à qualidade das imagens é totalmente artesanal, com público passando na frente, câmara às vezes perdendo a cena, tudo filmado e editado pelo Coletivo Meio de Rua e a arte gráfica do dvd feita pelo baterista Hugo Veikon da Falling In Disgrace. Ou seja, uma atitude “Faça você mesmo”, nos ensinada pelos punks e  é assim que se mantém a cena e o respeito por quem a faz. Mais uma vez eu digo: material para fãs e para quem quer construir e participar da história. Parabéns pela atitude, porque Underground funciona assim!
                                                               
                                                                        G. Burkhardt





         Surgido numa velha terra, onde a mistura espiritual se confunde com a arte, a alimentação e pensar de um povo, o Culto à Morte não poderia ser amistoso e sim sombrio e pesado e pensado em 1987 por Paulo Lisboa, um sacerdote das seis cordas que arregimentou a garganta de Eduardo “Falsão”, os tambores de Iaçanã Lima e o baixo de Luciano que logo foi substituído por Ualson Martins. 
               Aprimorado o Culto e determinados a mostrar que o Inferno é Aqui, queimam os espíritos enfraquecidos com uma demo-tape de repercussões hediondas. Logo que as mensagens foram compreendidas, convocam um novo arauto para as vocalizações: Sérgio Ballof.

O novo estandarte para guerra é carregado pelo selo Cogumelo Records e a profecia agourenta de Nascer, Sofrer e Morrer cai como uma sombra em 1991 no primeiro trabalho que mostraria que o Culto estava caçando as cabeças de espíritos fracos e caçando as almas dos espíritos fortes.

Precisando de mais impacto, já que estava tomando o país de assalto, arregimentou mais uma guitarra nas mãos de Simon Matos e depois de dois anos longos de batalhas tocando em noites ritualísticas onde os fracos eram Punidos ao Amanhecer, lançou mais um trabalho. Com Túlio Mineiro, agora, dando o ritmo a guerra. Os princípios do Culto começam a ser seguidos e a serem ouvidos na velha e cansada Europa, com os dogmas da escuridão propagadas pelo selo Black Water Records.
           Mas nem todos guerreiros-seguidores conseguem ir até o final do ritual do Culto. Túlio é substituído por André Moyses e Uallson por Alberto Alpire. Tendo passado já rápidos e, porém longos sete místicos anos, em vez de enfraquecer a horda, fortaleceram ainda mais a filosofia anti-religião, o desprezo pelas autoridades e ganância humana, que vão ganhados mais força no conteúdo das mensagens disseminadas pelo Culto. 
       O peso aumenta e a sensação maior do mal no som, só acrescenta mais certeza de que o Caçador procura mais Cabeças. Gravado dois anos antes e lançado em 2000, como se preparando para uma extinção planetária, o terceiro compêndio é lançado, profetizando que os Céus se Tornarão Negros e que a Idade da Escuridão Virá como uma ave de rapina,na forma um velho e sombrio Caçador de Cabeças, ainda mais raivoso e agressivo. Death Metal da melhor estirpe que só O Culto poderia criar. Agora com Alex Mendonça nos graves, Fábio Nosferatus na outra seis cordas e Thiago Nogueira nos ritmos. Alex, logo após o lançamento do cd é substituído por Paulo Alcântara, mesmo assim retorna ao grupo para depois sair novamente. Já tendo feito em 1996 uma homenagem ao Dorsal no trabalho “Omnisciens”, tendo reconhecida a sua importância e veracidade no submundo, participou com sua áurea negra de mais quatro tratados em homenagem ao Morbid Angel, Possessed, kreator e Sodom. Uma Igreja Quadrangular do caminho esquerdo, que realmente levantou, fundamentou e glorificou o Culto ao Death Metal e que não poderia estar mais bem representados do que pelos senhores  Cultuadores da Morte.

      Terminando o ano de 2002 o baixo é domínio agora de Zulberto Buery e a bateria de Daniel Brandão, que permanece por quase três anos. Próximos de lançar um novo tratado, Daniel se afasta, mas nem por isso silenciaram os tambores que ritmavam a batalha, porque Thiago Nogueira retorna para dar suporte na gravação de outro extremo. No inicio de 2007 com Daniel Brandão na bateria e Igor Noblat nas seis cordas substituindo Fábio Nosferatu o Culto parte para destruir a America do Sul e fechando sete sagrados anos eles compreendem que Deus Envia o Câncer e possivelmente todas as doenças da mente que levam os seres humanos ao abandono total de sua liberdade de pensar e agir. Ali estava a verdadeira doutrina do Culto, numa simbiose de morbidez, densidade e maduras citações anticristãs. 
         Firmado mais um plano de batalha, em 2010 os Arquivos Escuros do Culto da Morte são abertos pelo selo Peruano Cryptsof Eternity, propagando ainda mais a  escuridão em busca da luz luciferiana e fortalecendo o clã para numa Manhã Profana, em 2012, cuspir os dogmas, as letras negras, o som perverso e raivoso que é necessário para que um Culto que propaga a Morte com o verdadeira saída para a vida, caçe incansavelmente durante mais de 25 anos, as Cabeças que não querem mudar, que estão crucificadas e derrotadas desde que nasceram, pois nasceram de espíritos escravizados.

                                                                    G. Burkhardt

ACCLAMATUR é : Guga Burkhardt & Nina Burkhardt
Diagramação e Ilustração das capas, colunas Videre, União e Contos Mórbidos: Guga Burkhardt
Agradecemos à todas as pessoas que estão conosco todos esses anos, não é preciso citar nomes, elas presentem quem são.
Bandas nos procurem!!!!!!

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